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Nódulo de Tireóide: o que é necessário saber?

Publicado sábado, 7 de maio de 2016

Endocrinologia nódulo de tireóide 1

O achado incidental de nódulo de tireóide em exames de ultrassonografia tornou-se uma das queixas mais comuns nos consultórios de endocrinologia e cirurgia de cabeça e pescoço nos últimos anos.

Pode-se afirmar que um dos principais fatores responsáveis por esta “epidemia” de nódulos de tireóide nos dias atuais está relacionado a uma maior facilidade de acesso da população a métodos diagnósticos como a ultrassonografia, bem como a maior solicitação de exames, muitas vezes sem critérios, por parte dos médicos, ao considerar o mesmo como um exame “de rotina”.

 

Então, o nodulo de tireóide é algo comum e eu posso ter também. Devo me preocupar?

Aqui é importante destacar que, apesar do maior número de achados em exames de imagem de nódulos de tireóide e, por tabela, de câncer de tireóide, a mortalidade relacionada a este tipo de câncer não aumentou nos últimos anos. O que quer dizer que estamos fazendo mais diagnósticos de pequenas lesões, algumas delas com células malignas, impalpáveis ao exame físico da tireóide e que muito provavelmente não iriam evoluir com crescimento e disseminação (metástases) ao longo da vida destas pessoas. Apenas um pequeno percentual destas lesões pode representar perigo ao paciente. Portanto, não se deve fazer exame de rastreamento de nódulos de tireóide por ultrassonografia em todas as pessoas.

E quem deve ser selecionado para exame de ultrassonografia? É consensual que os seguintes grupos de pessoas devem ser investigados: portadores de nódulo de tireóide palpável, indivíduos expostos a radiação no pescoço (ex: submetidos a tratamento com radioterapia, técnicos de radiologia que não utilizam proteção própria para o pescoço, etc), histórico familiar de câncer de tireóide e neoplasia endócrina múltipla e portadores de tireoidites crônicas, como a Tireoidite Hashimoto, cuja palpação da tireóide é imprecisa e gera dúvidas. É discutível a indicação de realizar ultrassonografia de tireóide em mulheres a partir dos 50 anos de idade ou em outras situações clínicas.

Descobri que tenho um nódulo de tireóide! E agora? Preciso fazer uma biópsia?

Não há motivo para pânico! A grande maioria dos nódulos de tireóide encontrados é benigno e, mesmo dentro do pequeno percentual de nódulos malignos rastreados, a regra é a predominância de tumores de crescimento lento e na maioria das vezes com alta probabilidade de cura.

Não se deve solicitar punção aspirativa por agulha fina (PAAF), popularmente chamada de “biópsia” de nódulo de tireóide, para todos os nódulos detectados ao exame de ultrassom. Somente uma minoria destes nódulos apresentará critérios radiológicos de suspeita para malignidade e, a análise cuidadosa destes nódulos deverá ser sempre feita por endocrinologistas e/ou cirurgiões de cabeça e pescoço com experiência na área, para que se evite exames dispensáveis, algumas vezes dolorosos e que possam levar a cirurgias igualmente desnecessárias e com potencial risco de complicações.

Encontrou um nódulo de tireóide? Muita calma nesta hora! Procure um especialista e não entre em pânico!

 

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