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Câncer de Tireóide: o que fazer nesses casos?

Publicado domingo, 19 de fevereiro de 2017

câncer de tireóide

A preocupação em ter um diagnóstico de Câncer de Tireóide aumentou nos últimos anos na mesma proporção em que novos casos de nódulos de tireóide são detectados. Embora somente uma minoria desses nódulos descobertos seja maligno, é importante termos noções sobre este tipo de câncer e o que fazer caso sejamos surpreendidos por este resultado. Antes de entrar neste assunto, sugiro uma leitura sobre nódulos de tireóide neste artigo que publiquei antes.

Quais são os grupos de maior risco para Câncer de Tireóide?

O Câncer de Tireóide é a neoplasia endócrina mais comum do mundo, embora seja considerado raro na população como um todo. Dados dos EUA estimam uma incidência anual de 5 a 9 novos casos/ano para cada grupo de 100.000 mulheres e de 2 a 4 novos casos/ano para cada 100.000 homens. No total, cerca de 5% de todos os nódulos tireoidianos diagnosticados serão malignos.

Histórico familiar de câncer de tireóide, exposição à radiação na região do pescoço (ex: técnicos em RX que não usam equipamentos de proteção, pessoas submetidas a radioterapia na região do pescoço ou próximo), características ultrassonográficas do nódulo de tireóide (nódulos sólidos, hipoecogênicos, contornos irregulares, com microcalcificações), nódulos detectados em extremos de idade e no sexo masculino (apesar de em números absolutos mais nódulos de tireóide e de câncer serem diagnosticados em mulheres jovens e de meia-idade, quando um nódulo é detectado no sexo masculino, em crianças, adolescentes ou idosos > 70 anos, suas chances de serem um câncer são maiores), são fatores preditores de maior risco de malignidade, embora a maioria dos nódulos diagnosticados nestas populações de risco continuem a ser benignas.

Qual o prognóstico do Câncer de Tireóide e o que fazer caso tenha o diagnóstico confirmado?

Felizmente, este é um dos tumores malignos de melhor prognóstico, com uma taxa de sobrevida média em 10 anos de 90% a 95% dos casos. Sua incidência vem aumentando em todo o mundo nas últimas décadas, muito graças ao maior acesso da população a exames como ultrassom de tireóide, capaz de rastrear muitos tumores pequenos, com menos de 1 cm de diâmetro e que, em boa parte dos casos, talvez nem fossem evoluir com crescimento e disseminação ao longo da vida destas pessoas, devido sua evolução lenta na maior parte das vezes, o que não significa que este tipo de câncer deva ser subestimado.

Os tipos mais comuns de Câncer de Tireóide, e que também são os de melhor prognóstico, são o Carcinoma Papilífero e o Carcinoma Folicular, respectivamente. É esperado que a maioria dos casos seja resolvida somente com a cirurgia (retirada total da glândula tireóide) e, em algumas situações, a depender do estadiamento do tumor, será necessária a complementação terapêutica com iodo radioativo, que quase sempre é dada em dose única e costuma apresentar muito menos efeitos colaterais do que um tratamento quimioterápico convencional, além de ser altamente específica para estes tipos de câncer. O seguimento destes tumores é feito através de exames como a Tireoglobulina (principal marcador de persistência do tumor), Anti-Tireoglobulina, ultrassonografia do pescoço e, em alguns casos, poderá ser complementada com cintilografia de corpo inteiro, tomografia e PET-Scan.

Entretanto, existem exceções de maior gravidade dentre os diferentes tipos de Câncer de Tireóide, como os diagnosticados em crianças, adolescentes e idosos com > 70 anos e os tipos conhecidos por Carcinoma Medular e Indiferenciado, felizmente mais raros. Nestes casos, a terapia com iodo radioativo é ineficaz e diferentes tipos de quimioterápicos serão necessários, além de uma abordagem mais agressiva. No caso do Carcinoma Medular de Tireóide, seu marcador tumoral no sangue para seguimento será a Calcitonina.

O tratamento cirúrgico deverá ser feito por Cirurgião de Cabeça e Pescoço e acompanhado em conjunto pelo Endocrinologista, que irá verificar se há indicação de complementação terapêutica com iodo radioativo, monitorará os marcadores tumorais e ajustará a dose do hormônio sintético Levotiroxina, já que estes pacientes evoluirão com hipotireoidismo cirúrgico permanente.

E como em todo o caso de câncer diagnosticado, procure manter a calma e o pensamento positivo. As chances de cura são altas e maiores quando tratadas de forma precoce e por profissionais qualificados.

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