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Neuroendocrinologia

Publicado sábado, 26 de março de 2016

neuroendocrino

A neuroendocrinologia é uma das áreas mais importantes da endocrinologia. O Sistema Nervoso Central através da ação de seus neurotransmissores regula a secreção da maioria dos hormônios, seja direta ou indiretamente. Desta maneira, várias funções vitais estão sob seu controle como, por exemplo, o ritmo de sono e vigília, controle do apetite, comportamento sexual, controle do volume de diurese, reações de estresse do tipo “luta e fuga”, crescimento e desenvolvimento, lactação, entre tantos outros.

Duas estruturas merecem destaque neste sistema, o Hipotálamo e a Hipófise (também chamada de Pituitária). O primeiro é uma estrutura do próprio cérebro, converte os estímulos nervosos em hormonais e esses últimos acabam por regular o funcionamento da Hipófise, glândula situada logo abaixo do hipotálamo, na base do cérebro. Esta, por sua vez, pode ser chamada de “glândula mestre”, pois ela é a responsável por controlar o funcionamento de outras glândulas à distância, através da liberação de seus hormônios via corrente sanguínea.
De maneira resumida, destacamos os principais hormônios da hipófise:

TSH: Regula a produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4)

FSH e LH: Regulam a produção dos hormônios sexuais, alem de exercer outras funções, como o estímulo a ovulação na mulher.

ACTH: Controla a secreção de alguns hormônios das glândulas adrenais, principalmente o cortisol. Este, por sua vez, auxilia no controle pressórico, glicêmico, regula o funcionamento do sistema imunológico, etc, principalmente diante de situações de estresse.

GH: Hormônio do crescimento. Estimula, na placa de crescimento ósseo e em outros órgãos como o fígado, a produção de outro hormônio chamado Somatomedina1 (IGF-1), responsável pelo estímulo de crescimento ósseo na infância e adolescência e manutenção da massa óssea e muscular na vida adulta, alem de outras funções como auxiliar no controle glicêmico e de lipídios.

Prolactina: Age sobre as glândulas mamárias, mais evidente sobre as mulheres que estão amamentando, estimulando seu aumento e produção de leite.

Ocitocina: Responsável pela ejeção do leite materno após estímulo de sucção mamária e por estimular a contração uterina durante o parto.

Hormônio Anti Diurético (ADH): Auxilia os rins a reter e conservar água, importante para manutenção do estado de hidratação.


Dentre as várias doenças hipofisárias, ressaltamos as seguintes:
– Hiperprolactinemia (aumento da Prolactina)
– Doença de Cushing (excesso de cortisol)
– Acromegalia (excesso de hormônio do crescimento – GH)
– Diabetes Insipidus (deficiência de hormônio antidiurético – ADH)
– Tumores hipofisários não produtores de hormônio

HIPERPROLACTINEMIA (AUMENTO DE PROLACTINA): Ocorre quando há um aumento dos níveis de prolactina e caracteriza-se pelo seguinte quadro clínico: diminuição de libido, irregularidades menstruais, impotência, infertilidade, secreção de leite pelas mamas, diminuição da lubrificação vaginal, entre outros.

Pode ser ocasionado por um tumor de hipófise (quase sempre benigno), mas também por medicações que induzem aumento de prolactina como: antipsicóticos, antidepressivos, medicações para convulsões, alguns anti-hipertensivos, medicações para náuseas e vômitos, etc.

Outras situações que podem elevar a prolactina são: Dores crônicas, queimaduras, técnica inadequada de punção da veia na coleta do exame, aumento de agregados de moléculas de prolactina no sangue, situação chamada de macroprolactina, comumente confundida com a doença em si, mas que quase sempre não provoca sintomas e não tem indicação de tratamento.

DOENÇA DE CUSHING: É uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de cortisol e outros hormônios das glândulas adrenais (precursores de hormônios sexuais), induzida por um tumor hipofisário produtor de ACTH. Em raras situações, o tumor produtor de ACTH encontra-se fora da hipófise e é chamado de ectópico. Não confundir com a Síndrome de Cushing que é provocada por tumor na glândula adrenal, uso de medicamentos contendo corticosteróides, etc.

O quadro clínico típico é de aumento de peso sem explicação, surgimento de estrias violetas no abdômen e membros, rubor facial, aumento de pêlos em mulheres, gibosidade (“corcova de búfalo”), fraqueza muscular excessiva, hematomas de repetição, aumento nos níveis de pressão arterial e glicêmicos, osteoporose, etc.

ACROMEGALIA E GIGANTISMO: São doenças provocadas pelo aumento do hormônio do crescimento (GH), geralmente por um tumor benigno da Hipófise. A diferença clínica entre ambas se dá por conta da idade em que a doença se desenvolveu.

O Gigantismo se inicia na infância e adolescência e caracteriza-se por um crescimento acelerado dos ossos ao redor da cartilagem de crescimento, levando a uma estatura muito acima da média, mas também acompanhado por quadro de deformidades articulares e fraqueza muscular.

A Acromegalia é doença vista em adultos e, portanto, sem potencial para aumento de estatura. Neste caso nota-se um aumento das extremidades: mãos, espessura de dedos, pés, nariz; também há um aumento no tamanho da língua, aumento do espaço entre os dentes, sudorese excessiva, deformidade e degeneração das articulações. Além disso, o excesso de GH predispõe ao surgimento de outras complicações como síndrome da apnéia do sono, aumento no risco de desenvolver diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca e alguns tipos de câncer (ex: intestino grosso, tireóide, etc).

DIABETES INSIPIDUS: É uma doença caracterizada pela deficiência do hormônio antidiurético (ADH), conhecida como Diabetes Insipidus Central, mas que pode ocorrer por uma resistência à ação do ADH sobre os rins, neste caso é chamado de Diabetes Insipidus Nefrogênico. Não há relação desta entidade com o Diabetes Mellitus, que é provocado pelo aumento nos níveis de glicose no sangue, mas ambos compartilham uma semelhança: aumentam exageradamente o volume de urina.

O Diabetes Insipidus Central pode ser de origem congênita (ex: má formação fetal no sistema nervoso), ou adquirida como traumatismo craniano, tumores de hipófise ou cerebrais que comprimem a haste da hipófise, meningite e outros quadros infecciosos sobre a Hipófise, Histiocitose, após cirurgias para retirada de tumores hipofisários, etc. O Diabetes Insipidus Nefrogênico geralmente é provocado por medicações que modificam o funcionamento do rim (ex: Lítio), ou mais raramente ser congênito. O quadro clínico manifesta-se por diurese excessiva com despertares noturnos, sede excessiva e uma maior facilidade para desidratação, caso haja restrição de acesso aos líquidos.

TUMORES HIPOFISÁRIOS NÃO PRODUTORES DE HORMÔNIO: Estes tumores em quase sua totalidade são benignos e não se apresentam por um quadro clínico de excesso de hormônios, muitas vezes ocorre exatamente o contrário.

Nestes casos, o crescimento de um tumor junto à Hipófise leva a compressão da mesma contra o osso da base do crânio, podendo ocasionar redução crítica na produção hormonal e se manifestar através de sinais e sintomas correspondentes a deficiências hormonais: sonolência, fadiga excessiva, fraqueza muscular, náuseas, perda de peso, irregularidades menstruais, infertilidade, etc.

No entanto, nem sempre esse quadro de deficiência de um ou mais hormônios (chamado de hipopituitarismo) está presente. O mais comum é termos manifestações clínicas decorrentes do efeito compressivo do tumor sobre outras estruturas do cérebro, como dores de cabeça persistentes e que pioram com o passar do tempo, perda de campo visual, crises convulsivas, etc.

 

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