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Doenças das Glândulas Adrenais

Publicado sábado, 26 de março de 2016

adrenais

As glândulas adrenais são duas glândulas situadas logo acima de cada um dos rins. Elas são divididas basicamente em duas regiões, o córtex, parte mais superficial e a medula, mais interna. As adrenais produzem os seguintes hormônios:


Cortisol:
Desempenha diversas funções como auxiliar na liberação de fontes de energia em situações de jejum e estresse, regulam o sistema imunológico, controle de pressão arterial, estímulo para ingesta alimentar, modulam a multiplicação celular, entre outros.

Aldosterona: Auxilia no controle pressórico através do aumento de retenção de sódio e água nos rins, fundamental para manutenção da pressão arterial em situações de perda líquida como em quadros de desidratação por vômitos, diarreia, queimaduras, etc.

Andrógenos Adrenais: São hormônios com ação semelhante ao principal hormônio masculino, a testosterona, porém menos potentes. Seu efeito é notado, por exemplo, em crianças entre 7 a 8 anos de idade, em que o aumento da atividade das glândulas adrenais leva ao surgimento de pelos nas axilas e odor característico.

Catecolaminas: Compreendem a adrenalina, noradrenalina e dopamina. Assim como o cortisol, são considerados “hormônios do estresse”, pois auxiliam no aumento do batimento cardíaco, pressão arterial, geração de calor, dilatação das pupilas, “arrepio” dos pelos em dias frios (piloereção), liberação de glicose pelo fígado, entre outros.

As principais doenças das adrenais são:

NÓDULOS ADRENAIS: São mais frequentes em idosos e a maioria é diagnosticada de forma incidental, por exemplo, ao realizar uma tomografia para verificar alguma doença nos rins. Por conta disso são chamados de incidentalomas.

A maioria destes nódulos são benignos, unilaterais e não produzem hormônios. Uma pequena parcela destes tumores, entretanto, são malignos, geralmente já são grandes ao diagnóstico e podem ou não produzir hormônios e, nesses casos, destaca-se principalmente a produção exagerada de hormônios masculinos, cujo quadro clínico costuma ser exuberante nas mulheres, com engrossamento de voz, aumento exagerado de pelos, do clitóris, entre outros sinais e sintomas de virilização.

A investigação é feita por imagens de tomografia computadorizada das adrenais com contraste ou ressonância magnética e exames laboratoriais para diferenciar de outros tumores produtores. O tratamento geralmente consiste apenas em acompanhar o nódulo, mas em casos suspeitos de câncer procede-se à cirurgia, realizada por urologista.


INSUFICIÊNCIA ADRENAL:
Doença caracterizada pela deficiência de um ou mais hormônios das glândulas adrenais.

É chamada primária, ou Doença de Addison, quando a causa está diretamente ligada a uma patologia específica das glândulas adrenais, como por doença autoimune (anticorpos produzidos pelo organismo que atacam células da glândula adrenal), tuberculose, hemorragias, infiltração por metástases de outros tumores, entre outros.

A Insuficiência Adrenal secundária tem origem na hipófise ou no hipotálamo, ou seja, na estrutura neuroendocrinológica que regula o funcionamento das adrenais, ex: tumores de hipófise, traumatismo craniano, má formações congênitas da hipófise, etc.

A deficiência de hormônios adrenais pode cursar com sintomas de fraqueza excessiva, perda de peso, náuseas, vômitos, sintomas de hipoglicemia, escurecimento de pele e gengiva, queda de pressão arterial, redução de pelos axilares e pubianos em mulheres, etc. Porém, muitas vezes quando a Insuficiência Adrenal é parcial o quadro é assintomático e somente irá se manifestar após algum quadro de estresse orgânico importante como, por exemplo, através de uma queda abrupta e de difícil controle da pressão arterial após um quadro infeccioso mais grave, podendo muitas vezes ser fatal.

SÍNDROME DE CUSHING: É quando há uma produção excessiva de cortisol pela glândula adrenal, principalmente causada por um tumor benigno da glândula hipófise que produz excessivamente um hormônio (ACTH) que estimulará as adrenais a produzir cortisol exageradamente (neste caso, chama-se Doença de Cushing) ou por um ou mais de um tumor da própria adrenal que produz o cortisol de maneira elevada.

O uso abusivo de medicamentos contendo corticóides como nos quadros de asma, doenças reumatológicas, dores ortopédicas crônicas, etc, podem levar as mesmas manifestações clínicas.

O quadro clínico característico desta síndrome é de ganho de peso excessivo, associado a surgimento de estrias violetas grossas em abdômen e membros, aumento de pelos, vermelhidão facial, “corcova de búfalo”, perda de massa muscular, fraqueza, hematomas e maior predisposição para o aparecimento de hipertensão, diabetes, alterações do colesterol, osteoporose e doenças cardiovasculares.


EXCESSO DE ALDOSTERONA (HIPERALDOSTERONISMO):
Tem como causas tumores adrenais produtores de aldosterona ou por aumento difuso de ambas as adrenais (hiperplasia). O aumento de aldosterona é suspeitado em casos de hipertensão arterial de difícil controle, presente em pacientes mais jovens (mas também pode acometer indivíduos idosos) e, em alguns casos, chama a atenção baixos níveis de potássio no sangue.


FEOCROMOCITOMA:
É um tumor geralmente localizado em uma ou ambas as adrenais, mas que pode estar situado fora da adrenal, como junto aos gânglios nervosos laterais à coluna vertebral (paragangliomas). Em comum, esses tumores produzem catecolaminas em excesso (adrenalina, noradrenalina e/ou dopamina). São benignos em sua maioria, mas em alguns casos podem ser malignos e podem estar associados à presença de outros tumores endocrinológicos, como de paratireoide e carcinoma medular de tireóide e existem formas de alta incidência familiar.

O quadro clínico pode ser assintomático em muitos casos, mas a suspeita é levantada em indivíduos com episódios de taquicardia súbita, associados a aumento da pressão arterial, palidez de pele, rubor facial, dores de cabeça, sudorese excessiva, tremores, etc. Os episódios podem ocorrer em intervalos variáveis, desde vários dias sem episódios até vários em um mesmo dia.

 

 

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