3 dúvidas mais comuns sobre medicamentos para colesterol

16 de outubro de 2020

Uma situação comum que eu vejo no consultório é os pacientes abandonarem com frequência o tratamento medicamentoso para colesterol muito mais do que, por exemplo, os remédios para hipertensão e diabetes.
Existem alguns motivos bem conhecidos que fazem os pacientes desistirem desses medicamentos, nesse caso falo mais especificamente das estatinas, como a rosuvastatina, sinvastatina, atorvastatina, entre outras.

Um é o medo dos efeitos colaterais das estatinas. De fato, alguns são bem conhecidos e relativamente comuns como a dor muscular, que em alguns casos pode ser realmente incômoda, embora com uso de estatinas mais modernas esse sintoma seja mais difícil de ocorrer.

O mais temido é o risco de as estatinas provocarem lesão renal grave com risco de falência do órgão. Entretanto, isso é extremamente raro de acontecer e era mais comum com a cerivastatina, que inclusive já foi retirada do mercado há anos, porém a fama de fazer mal para os rins permanece até hoje.

Outra grande razão que leva os pacientes a deixarem de lado as estatinas parece ser um desconhecimento de como realmente elas funcionam. Estatinas não devem ser usadas somente para baixar o colesterol e depois retiradas.

Esse medicamento é muito importante para reduzir o tamanho das placas de ateroma ou gordura que se depositam na parede das artérias. Porém, esse efeito demora muitos anos para ser notado e é necessário que o colesterol esteja controlado por um longo período para que seu benefício na redução do risco cardiovascular aconteça.

Para finalizar, muitos não irão conseguir reduzir o colesterol somente com dieta. Cerca de 10% a 20% dos pacientes possuem uma das formas genéticas e familiares de aumento do colesterol.

Geralmente suspeitamos dessa doença quando o aumento ocorre em pacientes com peso normal e dieta saudável, surge já na infância e, em muitos casos, com níveis bastante elevados. É muito importante o tratamento adequado pois é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular em jovens.

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